Imagem capa - Coisa de Casa por Francielle Hoffmann

Coisa de Casa

Aquele tropeção que vira um beijinho no ralado, o cachorro tomando conta da cama e invadindo a paz com lambidas, o cozinhar e deixar a tampa cair, as histórias guardadas dentro de uma geladeira, de corredores, sala, sofá, chuveiro. O grito, a gargalhada, a bagunça e o amor acima de tudo harmonizando e unindo as coisas como um maestro faz na hora do seu espetáculo.




A vida da gente é definitivamente o nosso maior tesouro, e o Coisa de Casa tá aqui porque a gente realmente vive por isso, é a poesia do cotidiano que se mostra como a mais singela e poderosa arte. O Coisa de Casa não nasceu hoje, ele ganha forma no agora e inicia sua primeiras linhas de histórias com você ai do outro lado abrindo as portas da sua casa pra gente. Mas o projeto na verdade teve partida a muitos anos, quando eu e o Diego Campos (fotógrafo e amante da vida que assina comigo essa carta e esse projeto) descobríamos o que era de fato a fotografia, somos contadores de história, e gostamos de vida real, fotografia de guerra mesmo, sabe? Hoje a vida fez o prazer de realizar o nosso encontro profissional e pessoal, que caminhada massa, mas antes disso tudo acontecer, o contar histórias e fazer do real o belo era o que transformava o que nasceu hoje em sementinha.



O Coisa de Casa é vivência, é mergulhar no mundo da sua família e tirar dali a essência de cada um, é resgatar e registrar aquilo que daqui 20 ou 30 anos poderia ser o bem mais precioso e esquecido.

É não esquecer, é sempre lembrar, é sempre viver, é ser!

Fran e Diego.